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Agrishow discutirá aplicação de corretivos no agro paulista

Quando começar a 25ª edição da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), no próximo dia 30 de abril, as cadeias produtivas dos setores sucroalcooleiro e citrícola estarão de olho em um desafio: ampliar a produtividade a partir de avanços tecnológicos.

Um deles será corrigir a acidez natural do solo brasileiro. Principais produtos da safra paulista, a cana e a laranja dependem de saltos na melhoria das condições da terra para que a evolução dos negócios ocorra sem impactar diretamente os custos.

Por isso, itens como sementes, defensivos e corretivos ganham espaço na pauta da feira, que ocorrerá até o dia 4 de maio, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Grande parte dos expositores e os mais de 150 mil visitantes também estarão de olho no comportamento dos preços dos produtos no mercado internacional. O avanço no valor das commodities ocorre nos últimos meses, mas o ganho de produtividade precisa estar presente, conforme avalia o presidente da Agrishow, Francisco Maturo.

“O setor de insumos agrícolas está atrelado ao plantio com tecnologia”, disse Maturo. “Nem todos os produtores despertaram para essa necessidade”. Para o presidente da Agrishow, a percepção muitas vezes reduzida no plantio compromete os resultados. “O Brasil não tem as melhores terras do mundo”, recordou.

Demonstrações de campo estão programadas na feira. A informação é levada ao produtor, que deve gerar um público 10% maior do que na edição anterior. A estimativa é que os negócios subam de 5 a 8%.

Porém, o homem do campo também olha a economia como um todo, muitas vezes sem atentar para questões específicas do campo. “A produtividade da cana não tem crescido, por conta do cenário que tivemos nos últimos 3 ou 4 anos. Parte dos agricultores não contemplou a tecnologia nos canaviais”, avalia Maturo.

No caso da laranja, a tecnologia está mais presente, explicando o salto em alguns segmentos “da porteira para fora” no agronegócio paulista. “Metade das startups brasileiras é voltada ao agronegócio”, cita o presidente da Agrishow.

Corretivo é estratégico

Presidente do Sindical, João Bellato Júnior avalia que o uso de corretivos, como o calcário, requer uma visão estratégica do produtor. Seria o momento de focar além das máquinas e equipamentos.

“Há uma aplicação do corretivo num certo momento, o que gera um dispêndio. Porém, esse valor se dilui ao longo dos anos seguintes, com resultados positivos. Daí acreditarmos que calcário deve ser colocado como investimento na planilha do produtor, e não custo”, avalia Bellato.

Entidades do agronegócio no país são os organizadores da feira, como as associações brasileiras do Agronegócio (Abag), da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), e da Difusão de Adubos (Anda), além da Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e Sociedade Rural Brasileira.


Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

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