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Agro: Fiesp mostra espaço para alta no uso de insumos

O agronegócio brasileiro, responsável em grande parte pela retomada econômica brasileira em 2017, continuará como um dos protagonistas no cenário internacional. Um dos focos do segmento será ampliar a produtividade no país. Para isso, estratégias como o incremento no emprego de insumos, dentre eles o calcário, devem ganhar força.

A conclusão é do "Outlook Fiesp 2027 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro", estudo elaborado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp. O estudo reúne as projeções do setor para 2027 em itens como produção, produtividade, área plantada, consumo doméstico e exportações.

"O calcário terá papel importante para confirmarmos esse cenário. A aplicação do corretivo ajuda a ampliar os resultados para os produtores, sem alterar significativamente a área plantada", disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), João Bellato Júnior. O Sindical integra o Deagro.

O documento foi divulgado no último dia 15/12. "O desemprego deve continuar a trajetória de queda e a taxa básica de juros tende a ficar em patamar historicamente baixo", declarou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por meio de sua assessoria.

Segundo Skaf, no curto prazo, o setor de alimentos estará entre os mais beneficiados pela recuperação do poder de compra da população, com impacto positivo nos produtos que dependem mais do mercado interno. "É o caso das carnes e dos derivados do leite, e também dos alimentos mais elaborados", disse o presidente da Fiesp.

Políticas públicas

Para Skaf, as reformas estruturais já feitas e as que ainda virão darão maior eficiência ao Estado e abrirão caminho para políticas públicas mais eficazes. "A agrícola, por exemplo, poderá iniciar sua migração para um modelo mais robusto. Com novos cortes na taxa básica de juros – e sua permanência em nível adequado –, o custo do governo para a equalização do crédito rural tenderá a cair, o que abrirá espaço para finalmente haver um seguro de renda".

João Bellato Júnior avalia que o governo poderia incluir os corretivos, como o calcário, nessas políticas. Até mesmo as boas práticas ambientais, garantidas com a aplicação dos corretivos amparada por assistência técnica, justificariam a inclusão.

Ao mesmo tempo, o calcário é um produto nacional que potencializa a adubação. O estudo mostra que a falta de investimentos na produção brasileira de adubos traz o risco da dependência externa neste item.

O estudo aponta que o real tende a ficar mais valorizado em relação ao dólar, o que deve significar margens apertadas aos produtores, exigindo foco em tecnologia e gestão. A correção preventiva da acidez do solo é um dos investimentos que ampliam a rentabilidade no campo.

Nesta edição do Outlook Fiesp, o cenário foi marcado pela grande variação entre as safras 2015/2016 e 2016/2017. Na primeira, as baixas produtividades da soja e milho provocaram escassez no mercado interno. No caso do milho, os preços explodiram, prejudicando as cadeias das carnes. Na safra 16/17, a oferta abundante no Brasil e em outros países, pressionou para baixo os preços.

Da mesma forma, no açúcar, as cotações recordes em 2016 passaram para preços mais baixos em 2017. O câmbio também afetou a melhor precificação.

"Apesar do risco climático inerente ao setor, projetamos uma menor volatilidade externa nos mercados agrícolas, após uma estabilização dos preços das commodities em geral. No mercado interno, apesar do risco com as eleições de 2018, trabalhamos com o cenário de retomada econômica", observa o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa.

Margens

Produtos como o açúcar, o café e o suco de laranja não sentirão tanto a valorização do real, já que seus preços internacionais tendem a subir em dólar com o fortalecimento da moeda nacional, dada a alta participação das exportações brasileiras no mercado mundial.

"Para essas culturas, esse cenário tende a manter os insumos com preços mais baixos, além de promover a desalavancagem das empresas que detêm dívidas cotadas em dólares. Nesse sentido, as margens podem até melhorar", observa Costa.

A versão do Outllok e atualizações realizadas poderão ser acompanhadas e estarão disponíveis para consulta e download – clique aqui.


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